Tempo dos filhos
As tendências da atualidade falam de qualidade, quando se discute a
questão de educação de filhos e tempo que os pais dedicam a eles.
Em verdade, toda vez que o assunto tempo é tratado, as primeiras
frases que brotam ligeiras das bocas das pessoas é: Não tenho
tempo. A vida é muito corrida. A profissão me exige muito.
Face a tais posicionamentos, natural que o que se sacrifique seja
sempre o tempo com a família.
Afinal, a profissão é importante porque tanto realiza o ser quanto
lhe permite angariar os recursos para o conforto e as necessidades. O
estudo é importante porque permite o progresso da criatura, tanto
quanto é exigido para o aprimoramento técnico.
Dessa forma, resta somente sacrificar o tempo dedicado aos
familiares.
Assim, os filhos crescem sem que percebamos. Possivelmente,
começaremos a notar que os anos passaram quando o filho chegar em
casa com a namorada pela mão para nos apresentá-la.
Como é possível? Ainda ontem usava fraldas e hoje já namora.
Sim, o tempo parece correr. Os anos se somam. O tempo da infância se
vai. Os filhos crescem.
Mas, alguns pais dizem que o importante não é o quanto de horas
permanecemos ao lado dos filhos, mas a qualidade, isto é, o que
fazemos quando estamos com eles.
Face a isso, acreditam que sair no final de semana para um passeio,
um almoço familiar, férias em conjunto sejam suficientes para
suprir a necessidade que têm os pequenos da presença dos pais.
Mas, o filho precisa sentir-se protegido, amparado. Precisa ter a
certeza de que encontrará um ombro amigo, um colo materno, um pai
atencioso para ouvi-lo, quando as dificuldades se apresentarem.
Quando ele se sentir humilhado porque apanhou na escola, quando ele
se sentir derrotado porque perdeu o jogo de futebol, quando ele se
sentir preterido por não ter sido aprovado para atuar na peça
teatral.
Ele precisa ter tempo para contar as suas amarguras e ser ouvido. Ele
precisa de pai e de mãe que o abracem após as horas intermináveis
de estudo às vésperas das provas.
Ele precisa de pai e de mãe que o incentivem a prosseguir, mesmo
quando ele esteja indo mal em uma ou outra matéria.
Ele precisa de pais que estudem com ele, sofram com ele, estejam com
ele.
Como se vê, o que conta não é somente qualidade do que se faz
quando se está com os filhos, mas quantidade também.
Vale meditar sobre tudo isso e iniciar um esforço para estarmos mais
perto, por mais tempo, dos nossos pequenos.
* * *
Cada criança carrega dentro de si um projeto de luz que nós devemos
auxiliar a concretizar.
A criança de agora nos fala da nossa situação amanhã.
Cuidemos dela, estejamos com ela, sabendo lhe dar o espaço para que
cresça, saudável e feliz, segura e tranquila, embalada pelas nossas
orientações amorosas.
Cada criança é um Espírito imortal em recomeço no mundo.
Estejamos com nossos filhos, auxiliando-os a escalar os degraus do
progresso.
Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
colhidos no cap. 11, do livro Vereda familiar, pelo Espírito
Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 21.06.2010
http://www.momento.com.br Entre e confira.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Louvar a Deus
Eloim, Yaveh, Jeová, Alá. Força suprema, energia maior, Deus. Não
importa como O denominemos, o sentimento de Deus é inerente à
criatura humana.
Em todos os povos e culturas não se encontrará um sequer onde a
crença em uma força maior inexista.
Houve povos que conceberam Deus como muitos deuses. Confundiram as
obras da Criação e seus fenômenos com o próprio Criador,
denominando-O por diversos nomes.
Outros tantos humanizaram Deus, transferindo-Lhe nossas paixões e
desejos, criando deuses ciumentos, cheios de cobiças, enfim, com
todas as falhas humanas.
Há outros que, apesar de crerem em um Deus único, o veem como
perseguidor, ou como o Deus vingança, o Deus que fica à espreita,
esperando nossos erros para, logo em seguida, imputar suas pesadas
penas.
Alguns, entendendo a mensagem de Jesus, passam a vê-Lo como Pai,
protetor e soberanamente bom e justo.
Nas mais diferentes culturas, as mais diferentes visões de Deus.
Porém, sem exceção, a preocupação do relacionar-se e do louvar a
Deus sempre se mostrou presente.
Porém, há que se perguntar: Qual a melhor maneira de se louvar a
Deus? Como devo eu louvar a Deus? Devo mesmo fazê-lo?
O sentimento de louvor a Deus nasce naturalmente na intimidade da
criatura, quando percebe a grandiosidade do Criador.
Toda vez que olhamos o milagre da vida se desenvolvendo no ventre
materno e nos emocionamos, estamos louvando a Deus.
Se somos capazes de parar o carro, na beira da estrada, somente para
admirar um trigal a esparramar-se com as carícias do vento, será
esse um louvor a Deus.
O arco-íris que nos faz parar um momento, na correria dos nossos
afazeres para admirá-lo, um jardim florido que nos enternece a alma,
o cheiro de chuva que nos faz refletir a respeito da sabedoria da
natureza, são momentos de louvor ao Criador.
Mas é necessário que nosso louvor se estenda além do momento de
enternecimento e admiração. Deve ampliar-se no sentimento de
respeito ao autor da vida e às Suas obras.
Assim estaremos louvando a Deus quando respeitarmos as obras da
Criação, não poluindo rios e mares, não destruindo animais e
plantas.
Louvaremos a Deus, olhando nosso próximo como irmão e assim o
tratando, trocando o olhar de indiferença, com que muitas vezes
cruzamos a multidão, por um olhar de ternura e apreço.
Embora tantos pensem no louvar a Deus como algo etéreo ou místico,
algo interno ou metafísico, o louvar a Deus pode estar nas ações
mais simples do nosso cotidiano.
Quando nossa mente, mergulhada na grandiosidade do amor de Deus,
conseguir percebê-Lo nas pequenas ações de cada dia, louvar a Deus
será sentimento companheiro de nossas almas.
Redação do Momento Espírita.
Em 18.06.2010.
importa como O denominemos, o sentimento de Deus é inerente à
criatura humana.
Em todos os povos e culturas não se encontrará um sequer onde a
crença em uma força maior inexista.
Houve povos que conceberam Deus como muitos deuses. Confundiram as
obras da Criação e seus fenômenos com o próprio Criador,
denominando-O por diversos nomes.
Outros tantos humanizaram Deus, transferindo-Lhe nossas paixões e
desejos, criando deuses ciumentos, cheios de cobiças, enfim, com
todas as falhas humanas.
Há outros que, apesar de crerem em um Deus único, o veem como
perseguidor, ou como o Deus vingança, o Deus que fica à espreita,
esperando nossos erros para, logo em seguida, imputar suas pesadas
penas.
Alguns, entendendo a mensagem de Jesus, passam a vê-Lo como Pai,
protetor e soberanamente bom e justo.
Nas mais diferentes culturas, as mais diferentes visões de Deus.
Porém, sem exceção, a preocupação do relacionar-se e do louvar a
Deus sempre se mostrou presente.
Porém, há que se perguntar: Qual a melhor maneira de se louvar a
Deus? Como devo eu louvar a Deus? Devo mesmo fazê-lo?
O sentimento de louvor a Deus nasce naturalmente na intimidade da
criatura, quando percebe a grandiosidade do Criador.
Toda vez que olhamos o milagre da vida se desenvolvendo no ventre
materno e nos emocionamos, estamos louvando a Deus.
Se somos capazes de parar o carro, na beira da estrada, somente para
admirar um trigal a esparramar-se com as carícias do vento, será
esse um louvor a Deus.
O arco-íris que nos faz parar um momento, na correria dos nossos
afazeres para admirá-lo, um jardim florido que nos enternece a alma,
o cheiro de chuva que nos faz refletir a respeito da sabedoria da
natureza, são momentos de louvor ao Criador.
Mas é necessário que nosso louvor se estenda além do momento de
enternecimento e admiração. Deve ampliar-se no sentimento de
respeito ao autor da vida e às Suas obras.
Assim estaremos louvando a Deus quando respeitarmos as obras da
Criação, não poluindo rios e mares, não destruindo animais e
plantas.
Louvaremos a Deus, olhando nosso próximo como irmão e assim o
tratando, trocando o olhar de indiferença, com que muitas vezes
cruzamos a multidão, por um olhar de ternura e apreço.
Embora tantos pensem no louvar a Deus como algo etéreo ou místico,
algo interno ou metafísico, o louvar a Deus pode estar nas ações
mais simples do nosso cotidiano.
Quando nossa mente, mergulhada na grandiosidade do amor de Deus,
conseguir percebê-Lo nas pequenas ações de cada dia, louvar a Deus
será sentimento companheiro de nossas almas.
Redação do Momento Espírita.
Em 18.06.2010.
História de uma vida
Tudo começou quando um dia, em minha mãe, num local bem protegido
chamado trompa, dois elementos se encontraram: um de minha mãe, o
óvulo, e outro de meu pai, o espermatozoide. Como dois apaixonados
se aproximaram e se abraçaram tornando-se uma pequenina gota
d'água.
Esse foi o dia mais feliz de minha existência. Recomeçava para mim
a oportunidade do retorno à carne, depois de passar um largo tempo
no mundo espiritual.
Deram-me o nome de ovo. Eu era muito pequenino, muito menor do que um
grão de areia. Iniciei então, uma longa viagem. Empurrado para
diante por algo semelhante a cílios, que desenvolviam movimentos
delicados como os do mar quando beija docemente a praia, indo e
vindo, cheguei enfim a um lugar chamado útero.
Era um lugar macio, quentinho e logo notei não correr perigo. Sem
muito esperar, fui me aninhando, agarrando-me firmemente em uma das
paredes. Já contava com três dias de vida.
Aos poucos fui me cobrindo com uma membrana daquela mesma parede. Aos
9 dias de vida, minha forma era a de um disco e tinha meio milímetro
de diâmetro. Fui crescendo e aos 12 dias de vida já tinha o dobro
do tamanho: um milímetro.
Recebi o nome de embrião. Comodamente instalado, fui formando uma
almofada que se chamava placenta, para que melhor me pudesse
alimentar, retirando do organismo de minha mãe tudo o de que
precisava.
Já estava com quase um mês. A expectativa de minha existência era
muito grande. A ansiedade de minha mãe se transformou em pura
alegria quando os testes deram positivo. Agora era meu pai a querer
saber se eu seria menino ou menina, louro ou morena, de olhos
castanhos ou azuis.
Quando ele perguntou: Como será ele? - fui logo respondendo: Tenho
forma da letra C, e pareço com um cavalo-marinho. Tenho um
centímetro de tamanho.
Não sei se me ouviram mas o que sei é que redobraram cuidados e
recomendações.
Aos dois meses, meu corpinho estava mais reto, minha boca mais
formada, meu nariz começava a aparecer, meus olhos estavam mais
desenvolvidos. Meu tamanho? Quatro centímetros. Meu peso? Cinco
gramas.
Aos três meses já tinha forma de gente... E o tempo foi passando.
Emoção mesmo foi no dia em que mamãe pôde ouvir o meu
coraçãozinho bater. Sentia como se fosse uma mensagem para ela. E
era mesmo. Era meu agradecimento por tudo o que ela fazia e pensava
por mim.
Ela esperava, papai aguardava e eu também. Como seria o nosso
reencontro?
Seis, sete, nove meses. O médico marcou o dia de minha chegada. O
meu enxovalzinho estava pronto e meu bercinho me aguardando. Última
semana de espera.
Hoje me apresentei para toda a família. Que alegria! Meu primeiro
dia de vida, nos braços de minha mãe.
* * *
Os filhos que nos chegam pelas vias da reencarnação são, quase
sempre, personalidades amigas com as quais já vivemos em outras
eras.
Chegam-nos, batendo à porta do coração, a solicitar entrada e
quando lhes permitimos o ingresso no seio da família, se enchem de
felicidade.
Podem ser comparados a aves pequenas que retornam ao ninho, após
exaustivas andanças por outras terras, à procura de carinho,
ternura e abrigo.
Fiquemos atentos e jamais fechemos as portas do nosso amor a esses
pássaros implumes que nos buscam desejando oportunidade para
retornar à vida física.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de
Apostila do Grupo de gestantes da União das
Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, 1995.
Disponível no livro Momento Espírita vol 1, ed.Fep.
Em 17.06.2010.
chamado trompa, dois elementos se encontraram: um de minha mãe, o
óvulo, e outro de meu pai, o espermatozoide. Como dois apaixonados
se aproximaram e se abraçaram tornando-se uma pequenina gota
d'água.
Esse foi o dia mais feliz de minha existência. Recomeçava para mim
a oportunidade do retorno à carne, depois de passar um largo tempo
no mundo espiritual.
Deram-me o nome de ovo. Eu era muito pequenino, muito menor do que um
grão de areia. Iniciei então, uma longa viagem. Empurrado para
diante por algo semelhante a cílios, que desenvolviam movimentos
delicados como os do mar quando beija docemente a praia, indo e
vindo, cheguei enfim a um lugar chamado útero.
Era um lugar macio, quentinho e logo notei não correr perigo. Sem
muito esperar, fui me aninhando, agarrando-me firmemente em uma das
paredes. Já contava com três dias de vida.
Aos poucos fui me cobrindo com uma membrana daquela mesma parede. Aos
9 dias de vida, minha forma era a de um disco e tinha meio milímetro
de diâmetro. Fui crescendo e aos 12 dias de vida já tinha o dobro
do tamanho: um milímetro.
Recebi o nome de embrião. Comodamente instalado, fui formando uma
almofada que se chamava placenta, para que melhor me pudesse
alimentar, retirando do organismo de minha mãe tudo o de que
precisava.
Já estava com quase um mês. A expectativa de minha existência era
muito grande. A ansiedade de minha mãe se transformou em pura
alegria quando os testes deram positivo. Agora era meu pai a querer
saber se eu seria menino ou menina, louro ou morena, de olhos
castanhos ou azuis.
Quando ele perguntou: Como será ele? - fui logo respondendo: Tenho
forma da letra C, e pareço com um cavalo-marinho. Tenho um
centímetro de tamanho.
Não sei se me ouviram mas o que sei é que redobraram cuidados e
recomendações.
Aos dois meses, meu corpinho estava mais reto, minha boca mais
formada, meu nariz começava a aparecer, meus olhos estavam mais
desenvolvidos. Meu tamanho? Quatro centímetros. Meu peso? Cinco
gramas.
Aos três meses já tinha forma de gente... E o tempo foi passando.
Emoção mesmo foi no dia em que mamãe pôde ouvir o meu
coraçãozinho bater. Sentia como se fosse uma mensagem para ela. E
era mesmo. Era meu agradecimento por tudo o que ela fazia e pensava
por mim.
Ela esperava, papai aguardava e eu também. Como seria o nosso
reencontro?
Seis, sete, nove meses. O médico marcou o dia de minha chegada. O
meu enxovalzinho estava pronto e meu bercinho me aguardando. Última
semana de espera.
Hoje me apresentei para toda a família. Que alegria! Meu primeiro
dia de vida, nos braços de minha mãe.
* * *
Os filhos que nos chegam pelas vias da reencarnação são, quase
sempre, personalidades amigas com as quais já vivemos em outras
eras.
Chegam-nos, batendo à porta do coração, a solicitar entrada e
quando lhes permitimos o ingresso no seio da família, se enchem de
felicidade.
Podem ser comparados a aves pequenas que retornam ao ninho, após
exaustivas andanças por outras terras, à procura de carinho,
ternura e abrigo.
Fiquemos atentos e jamais fechemos as portas do nosso amor a esses
pássaros implumes que nos buscam desejando oportunidade para
retornar à vida física.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de
Apostila do Grupo de gestantes da União das
Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, 1995.
Disponível no livro Momento Espírita vol 1, ed.Fep.
Em 17.06.2010.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A última bem-aventurança
É muito conhecida a passagem bíblica nominada de Sermão damontanha. Nela, Jesus anuncia as bem-aventuranças. Ele enaltece a conduta dos mansos, dos humildes e dos sedentos dejustiça, dentre outros, afirmando que são bem-aventurados. Entretanto, o Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costumapassar despercebida. Após Sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas odiscípulo Tomé não estava entre elas. Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se visse ossinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão. A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu. Após Se mostrar, Jesus sentenciou: Porque me viste, Tomé, creste. Bem-aventurados os que não viram ecreram. É interessante observar que se tratava do momento em que ostestemunhos dos Apóstolos principiariam. Estava finda a época do aprendizado direto junto ao Messias Divino. Ocorre que na luta pela implantação de um ideal nem sempre tudocorre à maravilha. Costuma haver resistências e vários incomodados se fazemadversários da obra. Para perseverar, nos momentos de dificuldade, é preciso ter fé. Sem uma crença firme de que o bem vencerá torna-se fácil desistirno meio do caminho. É necessário crer na efetivação do ideal antes de vê-loconcluído. Feliz de quem possui a força íntima necessária para lutar semesmorecer. De quem acredita no bem, mesmo quando o mal aparentemente vence. Quem precisa ver para crer hesita e desfalece com frequência. Porque a corrupção parece crescer, duvida da vitória final dahonestidade. Porque são muitos os cruéis, acha que a compaixão talvez nuncavença. Se o bem demora a se instalar, acredita que não compensa lutar porele. Bem se vê o quanto a fé é necessária em um projeto de longoprazo. Sem essa certeza das coisas esperadas, a força esmorece e a luta éabandonada. Nesses tempos turbulentos, convém refletir a respeito da firmeza daprópria fé. Acreditar firmemente na vitória do bem ajuda a jamais corromper aprópria essência. Sem essa convicção, pode-se ficar tentado a levar vantagem e a darum jeitinho, em prejuízo da própria dignidade. Ocorre que a dignidade e a fidelidade aos próprios valores sãoextremamente preciosas. Elas propiciam paz de consciência e tornam possível andar decabeça erguida em qualquer ambiente. Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força deviver e construir o bem. Pense nisso. Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXI do livro A mensagem do amor imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 15.06.2010.
Nuvens que passam
O dia amanhecera ensolarado. Nos quintais, a criançada se divertia,correndo, rindo esse riso solto de quem sonha venturas. De repente, o vento se fez forte, açoitando a copa das árvores,arrancando-lhes folhas da cabeleira verde e espessa, jogando-as àdistância. Parecia que, de repente, a natureza houvesse enlouquecido e,desgrenhada, uivasse pelas ruas e praças, obrigando os transeuntes aprocurarem abrigo. O céu se cobriu de nuvens escuras, prenunciadoras de chuvas e o diase fez noite, em plena manhã. Depressa se fecharam janelas, se recolheram pertences. Dos céus jorraram águas abundantes, fustigadas pela ventania, queas arremessava, com força inclemente, contra as casas, os muros, asgrandes árvores. Foram somente alguns minutos. Depois, os relâmpagos se apagaram e achuva parou. Uma grande quietude invadiu a natureza. A ramagem verde sacudiu asúltimas gotas d´agua, o vento bocejou cansado, recolhendo-se. Algumas horas passadas e o sol voltou a sorrir raios de calor e luz. Quem olhasse para o céu iluminado, dificilmente acreditaria que hápouco a borrasca se fizera violenta. * * * Assim também é na vida. Os momentos de lutas e de bonança se alternam. Quando o sofrimento chega, em forma de enfermidade, solidão,desemprego, morte dos afetos mais chegados tamanha é a dor, quedeixa em frangalhos o coração. Acreditas que não haverá mais esperança, nem amanhã, nemalegrias. Nunca mais. Tudo é sombrio. As horas, os dias, os meses se arrastam pesados. Aimpressão que tens é que nada, jamais, porá fim ao fustigar dasdores. Contudo, tudo passa como a chuva rápida do verão, logo substituídapelos raios do sol. E transcorrido algum tempo, ao lembrares daquele período de dores,dirás a ti mesmo: Meu Deus, nem acredito que passei por tudo aquilo.Até parece um sonho distante. Porque tudo passa na vida, porque tudo é transitório, passageiro,não percas a esperança. O que hoje é, amanhã poderá ter feição diferente, deixar de ser. Acima de tudo, recorda que o amor de Deus te sustenta a vida e nãohá, no Universo, força maior do que a presença de Deus atuandofavoravelmente. Dessa forma, quando a inclemência das dores te fustigarem a alma,recolhe-te à meditação e ouvirás o pulsar do Cosmo. No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade te falando aosouvidos da alma, dizendo-te da vitória que haverás de alcançar. Refugiando-te na oração, dialogarás com Deus, com a intimidade dofilho ao pai ou ao coração de mãe. Não entregues a batalha a meio. Prossegue. Embora as nuvenscarregadas de dissabores que possam te envolver, lembra que logomais, amanhã, outro dia, em algum momento, o sol voltará a brilhar. Sol em tua alma, em tua vida. Pensa nisso e aguarda um tanto mais,antes de te entregares à desesperança. Deus tem certeza do teu triunfo e da conquista plena de ti mesmo. Confia nEle. Redação do Momento Espírita. Em 16.06.2010.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Missão: paternidade
Ser pai é missão com que o Senhor da vida brinda o homem,abençoando a sua masculinidade, homenageando a sua funçãococriadora, ao lado da mulher, que se faz mãe, pelos vínculoscarnais. Ser pai é ser protetor, guardião, amigo. Desde tempos muitoantigos, essa figura foi tida como importante na formação dosfilhos. Remonta, há mais de 4 mil anos, um cartão escrito em argila,encontrado na Mesopotâmia, no qual um jovem de nome Elmesuhomenageia seu pai, formulando votos de sorte, saúde e vida longa. Possivelmente, revivendo aquele gesto, no ano de 1909, Sonora Luise,na cidade de Spokane, nos Estados Unidos, motivada pela admiraçãopor seu genitor, decidiu homenageá-lo e criou o Dia dos pais. Não demorou muito para que outras cidades norte-americanas seinteressassem pela data que, no ano de 1972, foi oficializada comofesta nacional, pelo presidente Richard Nixon. A comemoração naquele país ocorre no terceiro domingo do mês dejunho, enquanto no Brasil passou a ser celebrada no segundo domingode agosto. Atribui-se o seu surgimento ao publicitário Silvio Bhering e aprimeira comemoração se deu no dia 14 de agosto de 1953, datadedicada, segundo a tradição católica, a São Joaquim, patriarcada família. Ter um dia para receber homenagens é sempre grato ao coração dequem ama. Momento especial, ao demais, para pensar e repensar arespeito dessa importante missão. Nos dias em que se vive a tormenta dos vícios, do tóxico, emparticular, que destroça a criança, ainda nas primeirasexperiências infantis, é de nos questionarmos o que, na qualidadede pais, temos feito. Verdade que há uma grande preocupação com a manutençãodoméstica e por vezes, o cansaço nos toma as forças. Contudo, a presença paterna é imprescindível, ao lado da materna,no sentido de educar a prole, acompanhar o passo dos pequenos e dosmocinhos. Fazer-se presente é preciso. Olhar nos olhos dos filhos para lhessentir as realidades íntimas, por essas janelas da alma. Renunciar a um lazer para estar com eles. Verificar seus compromissosescolares, participar de uma ou outra atividade social, a fim de queeles se sintam apoiados por sua presença. Dialogar com os filhos, ouvindo-lhes as opiniões sobre a vida, aspessoas, os fatos, cooperando no esclarecimento de equívocos,auxiliando-os a caminhar pelas vias do discernimento. * * * Com certeza, pai amoroso que você é, ama seus filhos. Contudo, nãoesqueça que o amor deve ser vigilante e perspicaz, para que, em seunome, não se instale a insensatez e a sombra se estabeleça. Pense nisso e dê o melhor de si a esses rebentos, filhos de Deus,confiados aos seus cuidados pelo Pai excelso de todos nós. Pense: esta é a sua missão na qualidade de pai. Redação do Momento Espírita, com base em informações colhidas no boletim SEI nº 2160, de 22.08.2009 e no cap. 30 do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 01.03.2010.
A volta
Foi durante a limpeza do quintal. O pai, Bruce, juntava as folhas como ancinho, recolhia os galhos quebrados pelo furacão da véspera. Então, olhou para o filho e teve um impulso de abraçá-lo. Ele o levantou, o beijou e lhe disse como se sentia feliz em tê-locomo filho. A resposta do menino de apenas 4 anos o desconcertou: Foi por isso que escolhi você. Eu sabia que você seria um bompapai. Bruce ficou atônito e pediu que o menino repetisse o que dissera. É isso: quando encontrei você e mamãe, tive certeza que vocêseria bom para mim. Aquilo estava ficando intrigante. Como assim nos encontrar? Onde você nos encontrou? No Havaí. O pai sorriu e esclareceu que os três tinham estado no Havaí no anoanterior. Mas o garoto replicou: Não foi quando todos fomos ao Havaí. Foi quando você foi sozinhocom mamãe. E continuou, acrescentando detalhes: Encontrei vocês no grande hotel cor-de-rosa. Vocês estavam napraia, de noite, jantando. Realmente, Bruce e a esposa tinham estado no Havaí em 1997, paracomemorar seu quinto aniversário de casamento. Tinham se hospedado num hotel de cor rosa, na praia de Waikiki. Etinham jantado ao luar, na praia, na última noite de sua estada. Cinco semanas depois, a esposa descobrira estar grávida. O filho descrevera tudo com perfeição. Como poderia saber? Aquele não era um assunto que os paiscomentassem, não com aqueles detalhes. * * * O fato não é isolado e acontece com muitas crianças quesurpreendem os pais com informações de um tempo que antecede o seunascimento. Não é raro, o garotinho olhar para a mãe e dizer: Quando eu eragrande, carreguei você no colo. Quando eu morava na outra casa, eu tinha muitas joias. E um carromuito bonito. Eu sempre viajava nele porque ele era confortável egrande. Ou a menina olha o álbum de fotografias antigas e, de repente,apontando para uma foto de sua avó, ou bisavó ou tia-avó, exclama: Olha eu aqui! Nossa, eu era bonita, né? Tais discursos partem de pirralhos, de crianças pequenas, de formaespontânea. E, da mesma forma que assim se expressam, deixando boquiabertos osque os ouvem, retornam aos interesses da idade e às falas própriasda infância. É como se um flash acendesse na memória, detonando uma lembrança,que é expressa com espontaneidade. Tais fatos confirmam o que ensina a Doutrina Espírita. Vivemosmuitas vezes. E escolhemos nossos pais, antes de renascer, por questões afetivas,de aprendizado ou alguma necessidade específica. Pais e filhos não somos Espíritos estranhos uns aos outros. Somosviajores do tempo, através das muitas vidas, no rumo do grande bem. Redação do Momento Espírita, com base em dados colhidos no livro A volta, de Bruce e Andréa Leininger com Ken Gross, ed. Best Seller.
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